Religião nórdica pré-cristã
Máni
Máni · Máni
O que conduz a lua e leva consigo duas crianças
Irmão de Sól, guia o curso lunar e é perseguido pelo lobo Hati; leva consigo duas crianças tomadas da terra.
- Lua
- Noite
- Destino
Domínios e funções
Como a irmã, Máni conduz um corpo celeste sob perseguição. Snorri acrescenta que ele guia as fases e governa o crescente e o minguante.
O detalhe das duas crianças, Bil e Hjúki, tomadas enquanto carregavam água, é uma das poucas narrativas curtas associadas à figura e foi lida por folcloristas como explicação para as manchas visíveis na superfície lunar.
Epítetos e nomes cultuais
- Máni — a palavra designa também a própria lua
Genealogia e relações familiares
- Ascendência
- Mundilfari
- Irmãos
- Sól
- Vínculos conjugais
- Não registrados
- Descendência
- Não registrados
- Posição na sucessão divina
- Figura cosmológica colocada no céu pelos deuses
O par com Sól é a única relação de peso. A inversão de gênero em relação às tradições mediterrâneas — lua masculina, sol feminino — é característica germânica.
As crianças que o acompanham não têm história própria preservada além da menção ao rapto.
Símbolos e objetos associados
Símbolos
Objetos nomeados
Nenhum objeto individualizado nas fontes reunidas.
Principais narrativas
-
Bil e Hjúki
Máni toma da terra duas crianças que voltavam de uma fonte carregando um balde, e elas passam a acompanhá-lo, visíveis desde o solo.
Gylfaginning, 11
-
O lobo Hati
Um dos lobos nascidos na floresta de ferro persegue a lua e a alcançará quando o mundo chegar ao fim.
Grímnismál, estrofe 39, e Gylfaginning, 12
Culto e evidência histórica
- Área de culto documentada
- Culto não documentado
- Janela de registro
- poesia éddica e sistematização do século XIII
Não há evidência de culto. O nome permanece na palavra corrente para lua em línguas escandinavas e na designação da segunda-feira em várias línguas germânicas.
Fontes históricas
- Edda em Prosa, Snorri Sturluson, Gylfaginning, 11-12
- Vafþrúðnismál, estrofes 22-23
- Völuspá, estrofe 5
Cautelas de leitura
Como no caso de Sól, trata-se de personificação cosmológica. Associações com divindades lunares de outras tradições, quase sempre femininas, ignoram justamente a diferença que torna o caso nórdico interessante.