Religião nórdica pré-cristã
Idunn
Iðunn · Iðunn
Guardiã dos frutos que mantêm os deuses jovens
Deusa responsável pelo alimento que preserva a juventude dos Æsir, cujo desaparecimento os faz envelhecer de imediato.
- Juventude e renovação
- Fertilidade e prosperidade
- Proteção e vigilância
Domínios e funções
A função de Idunn é definida por aquilo que ela guarda. As fontes não lhe atribuem ação própria em quase nenhum episódio: sua importância aparece por ausência, quando o rapto revela que a continuidade dos deuses depende dela.
Esse é um traço notável do sistema nórdico. A imortalidade divina não é um dado, e sim algo mantido por um recurso concreto que pode ser perdido.
Epítetos e nomes cultuais
- Iðunn — nome associado à ideia de renovação
Genealogia e relações familiares
- Ascendência
- Ívaldi, segundo uma menção do Hrafnagaldr Óðins, poema de datação incerta
- Irmãos
- Não registrados com segurança
- Vínculos conjugais
- Bragi
- Descendência
- Não registrados
- Posição na sucessão divina
- Entre as ásynjur; sem genealogia firme nas fontes principais
O casamento com Bragi associa a guardiã da juventude ao patrono da poesia, aproximação que a Lokasenna explora ao fazer Loki insultar os dois em sequência.
Sua relação com os demais deuses é de dependência coletiva: todos precisam do que ela administra, e nenhum pode substituí-la nessa função.
Símbolos e objetos associados
Símbolos
Objetos nomeados
- Frutos da juventude — guardados num cofre de freixo e distribuídos aos deuses quando envelhecem
Principais narrativas
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O rapto por Þjazi
Coagido pelo gigante, Loki atrai Idunn e seus frutos para fora de Asgard. Os deuses envelhecem rapidamente e percebem quem foi visto com ela pela última vez.
Skáldskaparmál, 1-2, e Haustlöng, estrofes 1-13
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O resgate em forma de noz
Obrigado a reparar o dano, Loki toma emprestada a capa de penas de Freyja, transforma a deusa numa noz e foge com ela nas garras, perseguido pelo gigante em forma de águia.
Skáldskaparmál, 2
Culto e evidência histórica
- Área de culto documentada
- Culto não documentado
- Janela de registro
- poesia escáldica do século IX ou X e textos do século XIII
Não há evidência de culto próprio. O episódio do rapto, porém, é atestado pela Haustlöng, poema escáldico atribuído a Þjóðólfr de Hvinir, séculos antes das compilações islandesas, o que confirma a antiguidade da tradição.
Fontes históricas
- Edda em Prosa, Snorri Sturluson, Skáldskaparmál, 1-2; Gylfaginning, 26
- Haustlöng, Þjóðólfr de Hvinir, estrofes 1-13
- Lokasenna, estrofes 16-18
Cautelas de leitura
A palavra epli, usada nas fontes, designava frutos em geral no nórdico antigo, e a identificação com a maçã tal como a conhecemos é, em parte, convenção de tradução. Comparações com pomares de imortalidade de outras tradições são frequentes em livros de divulgação e raramente sustentam relação histórica demonstrável.